Bernard Arnault, visionário por trás de marcas icônicas de luxo como Louis Vuitton e Dior, teve um incremento de US$ 5,8 bilhões (R$ 29,3 bilhões) em sua riqueza no último dia 10, impulsionado pela valorização das ações da LVMH após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.
As ações da potência francesa registraram uma valorização de 3,21% no mercado acionário de Paris, sendo cotadas a 733,50 euros.
Com as conquistas financeiras recentes, o “Magnata do Cashmere” possui agora um patrimônio estimado em US$ 191,3 bilhões (R$ 966,83 bilhões), de acordo com a Forbes.
Durante o ano, a prosperidade de Arnault aumentou em US$ 2,7 bilhões, conforme dados da Bloomberg.
Vale ressaltar que a maioria dos ativos de Arnault está em ações de empresas. Isso implica que as flutuações no mercado acionário podem afetar consideravelmente seu patrimônio. O mesmo vale para quedas significativas.
Assim como o patrimônio do líder da Louis Vuitton pode crescer bilhões em um único dia, também pode sofrer perdas na mesma magnitude.
Veja a relação das pessoas mais ricas do mundo, de acordo com a Bloomberg Billionaires Index:
| Posição | Nome | Fortuna (US$) | Mudança no ano (US$) |
| 1 | Elon Musk | US$ 238 bilhões | +US$ 101 bilhões |
| 2 | Bernard Arnault | US$ 165 bilhões | +US$ 2,7 bilhões |
| 3 | Jeff Bezos | US$ 152 bilhões | +US$ 45 bilhões |
| 4 | Larry Ellison | US$ 125 bilhões | +US$ 33,2 bilhões |
| 5 | Bill Gates | US$ 124 bilhões | +US$ 15 bilhões |
| 6 | Larry Page | US$ 124 bilhões | +US$ 40,7 bilhões |
| 7 | Sergey Brin | US$ 117 bilhões | +US$ 37,9 bilhões |
| 8 | Warren Buffett | US$ 116 bilhões | +US$ 8,05 bilhões |
| 9 | Mark Zuckerberg | US$ 115 bilhões | +US$ 69,7 bilhões |
| 10 | Steve Ballmer | US$ 115 bilhões | +US$ 29 bilhões |
Por que as ações da LVMH, dona da Dior, subiram?
Na terça-feira, dia 10, a LVMH apresentou os resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre do ano. E parece que o monstro da inflação mundial decidiu adotar as elegantes bolsas e o refinado champagne como tesouros em sua caverna.
Controladora de renomadas marcas como Louis Vuitton, Dior, Tiffany e Bulgari, a LVMH registrou uma receita de 19,96 bilhões de euros (US$ 21,16 bilhões). Isso representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior, ao ajustarmos para efeitos cambiais e aquisições.
Vale salientar que, durante o trimestre, a gigante francesa teve uma expansão de receita mais contida.
“Após triênios de desempenho espetacular, agora nos aproximamos de marcas mais condizentes com nosso histórico”, observou Jean-Jacques Guiony, CFO da LVMH.
Essa moderação reflete a redução no ímpeto consumidor pós-crise sanitária, impulsionada pela inflação em ascensão global.
Segundo o CFO da LVMH, há uma retração no apetite por artigos de luxo tanto nos EUA quanto na Europa.
O setor de moda e acessórios em couro, sob o guarda-chuva de marcas como Louis Vuitton e Dior, assinalou um incremento nas vendas de 9% durante o trimestre.
Em contraste, a segmentação de vinhos e destilados registrou um decréscimo de 14% em sua receita, influenciada pela demanda reduzida de champagne.
Adicionalmente, o desempenho da organização francesa foi afetado por uma adversidade cambial mais acentuada do que o previsto, conforme apontado por Jean-Jacques Guiony.
Isso se deve ao fato de que as transações da LVMH nos EUA diminuíram em valor ao serem revertidas à moeda local.
A potência do segmento de luxo manteve inalteradas suas estimativas para o próximo ciclo, embora não tenha detalhado suas aspirações.
“A LVMH continuará se apoiando em suas marcas icônicas e na competência de suas equipes para consolidar sua posição de vanguarda no universo de luxo em 2023”, declarou a companhia.
Para quem é leigo no mercado financeiro, fizemos um resumo mais simplificado para melhor compreensão
Imagine que Bernard Arnault é o dono de algumas das lojas mais chiques do mundo, como aquelas que vendem bolsas e roupas caríssimas, tipo Dior e Louis Vuitton.
Recentemente, ele ganhou um montão de dinheiro em um único dia (pense nisso como se ele tivesse vendido muitas, muitas bolsas!). Isso aconteceu porque a empresa dele, a LVMH, mostrou que estava ganhando bastante dinheiro, mas não tanto quanto antes.
Mesmo com alguns desafios, como o aumento dos preços das coisas (inflação) e o valor do dinheiro mudando em diferentes países, a LVMH acredita que continuará sendo uma das líderes em vender coisas chiques no próximo ano. Em resumo, o dono ficou mais rico, a empresa está ganhando bem, mas está de olho nas mudanças que estão acontecendo no mundo.
