Consórcio: O Que é e Como Funciona

Consórcio: O Que é e Como Funciona

Uma estratégia frequentemente adotada por brasileiros, o consórcio é uma alternativa confiável para obter bens, sejam eles móveis ou imóveis.

Essa forma de adquirir algo é atrativa para quem não tem todo o dinheiro à vista e busca uma opção que não envolve financiamento. Mas, o que exatamente é um consórcio e como ele funciona?

Acompanhe nosso artigo e esclareça todas as suas dúvidas sobre o tema.

Explicando o que é Consórcio:

Especialistas no tema descrevem o consórcio como uma maneira de compra parcelada que, graças ao envolvimento coletivo, isenta a aquisição de juros.

Em termos simples, o consórcio funciona como um sistema de “poupança conjunta” para a obtenção de bens e serviços. Esse sistema é pautado na união de indivíduos com um propósito compartilhado: acumular recursos para adquirir um item desejado.

Um grupo é estabelecido tendo como foco um bem específico. Mensalmente, os membros contribuem com um valor previamente acordado. Em encontros mensais, ocorrem sorteios ou leilões, e alguns integrantes são beneficiados.

A Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios) informa que a ideia de consórcio no Brasil teve origem nos anos 60, como resposta à escassez de opções de crédito direto.

Inspirados, colaboradores do Banco do Brasil propuseram a formação de um coletivo para arrecadar fundos e adquirir veículos para todos os envolvidos, determinando o beneficiado por meio de sorteio.

Essa foi a semente do que conhecemos como consórcio, uma forma de acessar crédito sem juros, focada na compra de bens e serviços.

A Abac ainda destaca que o consórcio emergiu como um recurso valioso para a indústria de automóveis, então em fase inicial no país.

Segundo o guia da Abac, o consórcio é um instrumento de crédito para aquisição de itens ou contratação de serviços, baseado em uma contribuição mútua e contínua dos participantes.

A legislação específica para consórcios, referida pela Abac como “marco legal”, foi estabelecida em 2008, através da Lei 11.795.

O consórcio é uma estratégia financeira já consolidada e bem aceita no Brasil, servindo como uma alternativa ao financiamento tradicional.

Compreendendo sua natureza e funcionamento, os interessados podem considerá-lo como uma opção viável para realizar sonhos e adquirir bens de valor elevado.

Como o Consórcio Funciona?

Quando falamos de consórcio, nos referimos a um conjunto de pessoas com um objetivo compartilhado, como comprar um veículo. Essas pessoas se comprometem a contribuir com um valor mensalmente, formando o que chamamos de “caixa coletivo”.

De acordo com a Abac, neste arranjo, o preço do bem ou serviço é dividido em um período estabelecido, e os membros desse coletivo pagam ao longo desse tempo.

Regularmente, seguindo o acordado, a entidade responsável seleciona, por meio de sorteio ou oferta, um membro para receber o valor total do bem ou serviço pretendido, e isso continua até que todos tenham sido beneficiados.

Vale ressaltar que a organização desses grupos é realizada por empresas especializadas em consórcios, que são supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.

Antes de qualquer compromisso ser assumido, tanto a duração como a quantidade de vagas (ou cotas) no consórcio já são determinadas. O custo total do bem ou serviço é então dividido por este período, e cada membro contribui com uma fração.

Através das contribuições de todos os participantes, cria-se uma espécie de “caixa conjunto”, que será empregado para adquirir o bem ou serviço desejado.

Mensalmente, um membro é escolhido, seja por sorteio ou oferta, para ter o direito de obter o bem almejado. Isso prossegue até que todos os integrantes sejam favorecidos.

Para Andressa Bergamo, especialista em finanças e sócia da AVG Capital, “o consórcio é uma forma de obter crédito sem necessidade de pagar juros. É um grupo com um propósito alinhado, onde cada pessoa contribui mensalmente para um caixa comum, assemelhando-se a uma poupança coletiva.”

Os participantes têm a responsabilidade de quitar as parcelas mensais, além da taxa de administração. Em certos contextos, pode haver ainda cobrança de seguros ou fundo de reserva.

Os valores das parcelas podem ser revistos, normalmente em função do crédito disponibilizado. Se, por exemplo, seu crédito teve um aumento de 10%, a parcela a ser paga sofrerá a mesma variação.

Essa correção é crucial para assegurar que os membros do consórcio mantenham seu poder de compra do começo ao fim.

Todos os participantes, independente de serem sorteados ou não, devem cumprir com essa correção.

O método de reajuste será definido no contrato. Pode ser um indicador econômico, como o IPCA, ou até mesmo um valor proposto pelo produtor ou fornecedor.

Enquanto a correção baseada em índice é anual, a definida pelo fabricante pode variar conforme suas próprias condições.

O consórcio é uma ferramenta financeira que oferece uma alternativa interessante àqueles que desejam adquirir bens, mas que não querem ou não podem comprometer-se com financiamentos tradicionais.

Com entendimento claro de sua dinâmica e compromissos, torna-se uma opção estratégica e viável para muitos brasileiros. É sempre essencial estudar o contrato e as condições antes de aderir, assegurando uma decisão informada e benéfica.

Tipos Comuns de Consórcio

Veja a seguir as principais categorias em que os consórcios se enquadram:

  • Consórcio de Imóveis (como apartamentos, lotes etc);
  • Consórcio de Bens Móveis (como motocicletas, veículos e aparelhos eletrônicos);
  • Consórcio de Serviços (por exemplo, pacotes de viagem ou procedimentos médicos).

Imagine que uma pessoa decida entrar em um consórcio imobiliário cujo valor total seja de R$ 300 mil. Ela efetuará o pagamento da parcela mensal e estará apta a participar das reuniões do consórcio.

Antes de uma dessas reuniões, ela decide ofertar um lance de 30% do valor. Durante a reunião, o primeiro método de contemplação é o sorteio. Se a pessoa não for contemplada por sorteio, o passo seguinte é avaliar os lances ofertados.

Caso o lance dela seja o mais alto, ela será notificada de que foi contemplada. No entanto, para garantir a contemplação, ela terá que pagar o valor do seu lance.

Esse montante servirá para reduzir o valor que ela ainda deve e o crédito será liberado para que possa adquirir o imóvel, explica o especialista.

O consórcio é uma forma alternativa e estratégica de planejar a aquisição de bens ou serviços. O importante é estar bem informado sobre as regras e dinâmicas desse sistema, garantindo assim decisões acertadas e que se alinhem às expectativas e necessidades do consorciado.

É essencial também entender as diferentes modalidades de consórcio para escolher a que melhor se adapta ao objetivo desejado.

Diferenças entre Consórcio e Financiamento

Quando se fala em financiamento, estamos tratando de um empréstimo oferecido por uma instituição financeira para aquisição de bens ou serviços.

Esse acordo ocorre por meio de um contrato entre o comprador e a instituição e as condições podem mudar de acordo com o tipo de financiamento.

O consórcio representa um fundo comum, formado por um grupo de pessoas que buscam adquirir um bem ou serviço específico. O que diferencia um do outro, principalmente, são os custos e o tempo de espera até a obtenção do bem desejado.

É importante considerar que o financiamento possui juros, determinados por diversos aspectos como: valor total e valor financiado do bem, situação financeira do comprador, entre outros fatores.

Uma vantagem do financiamento é a agilidade para adquirir o bem, porém, essa facilidade vem com o preço dos juros. Vale ressaltar que o cálculo desses juros é geralmente baseado na taxa básica de juros.

Já no consórcio, não temos a presença da taxa básica de juros, mas sim de uma taxa de administração. A principal diferença de custos entre os dois métodos é a forma como são taxados.

No financiamento, a instituição cobra juros baseados no contrato, enquanto no consórcio a taxa de administração é o que incide, podendo ser muito mais atrativa em termos de custos ao longo do tempo.

Quanto ao tempo para a obtenção do bem, no consórcio há a necessidade de aguardar a contemplação, o que pode ser visto como uma maneira programada de adquirir o bem. Em contraste, o financiamento oferece um acesso mais rápido ao bem ou serviço desejado.

A escolha entre consórcio e financiamento depende das necessidades e expectativas do consumidor.

Enquanto o financiamento permite acesso rápido, vem acompanhado de juros. Já o consórcio, embora exija uma espera pela contemplação, pode ser mais econômico a longo prazo.

É crucial analisar cuidadosamente ambas as opções para tomar uma decisão informada.

Entenda o que são Grupos de Consórcio

O grupo de consórcio refere-se a uma coletividade de indivíduos que se unem com um propósito específico. Esse grupo é constituído por cotas determinadas pela administradora.

A junção das contribuições de todos forma um valor coletivo que é utilizado para disponibilizar cartas de crédito, seja através de sorteios ou lances.

Ao entrar em um consórcio, o indivíduo se compromete a contribuir mensalmente com um valor estipulado em contrato, formando o montante do grupo.

Regularmente, pelo menos um membro é agraciado com a carta de crédito, dando a ele o direito de adquirir o bem desejado. Também há a opção de realizar um lance para acelerar esse processo.

Como fazer parte de um Consórcio

Quem deseja ingressar em um consórcio tem algumas opções. Pode optar por um grupo em formação, adquirindo sua cota através de administradoras autorizadas pelo Banco Central.

Também é possível integrar um grupo já em atividade, sendo de duas formas, conforme explicado pela Abac.

Cotas vagas ou de reposição: Trata-se de cotas que ainda não foram adquiridas ou de participantes que foram removidos do grupo. Ingressar dessa forma implica em honrar as mesmas prestações já quitadas pelos atuais participantes.

Transferência de cota: O interessado pode comprar uma cota de alguém que deseja se desvincular, assumindo assim todos os direitos e deveres daquela cota. Essa transação requer a aprovação da administradora.

O que é Contemplação do Consórcio

A contemplação é o momento em que o participante obtém sua carta de crédito, possibilitando a aquisição do bem ou serviço desejado. Essa carta é um documento que atesta o valor que o membro tem direito após ser contemplado.

Conforme a Abac, ela serve como um comando de compra concedido pela administradora. Vale ressaltar a versatilidade do consórcio, pois ele abrange diversos segmentos, desde o imobiliário até a área de serviços, incluindo viagens e procedimentos estéticos.

Mesmo que o participante tenha escolhido um bem específico, é possível optar por outro de mesma categoria no momento da contemplação.

A Abac detalha que o consórcio é uma ferramenta flexível, permitindo a programação de compra de uma vasta gama de bens e serviços. O momento da contemplação pode ocorrer em qualquer instante até o término do contrato, seja por sorteio ou através de lances.

Cada consórcio tem suas próprias regras, e é essencial que o participante esteja ciente de suas obrigações até o encerramento do grupo.

Diferença entre lance e sorteio

Vamos entender como cada sistema atua:

Entendendo o sorteio

O sorteio é uma das maneiras usadas para determinar quem, dentro do grupo de consórcio, terá o direito de utilizar a carta de crédito.

O sorteio é a maneira mais aguardada para determinar quem será contemplado. É uma forma equilibrada de escolher, mês a mês, os ganhadores. Todos os consorciados têm números de cotas fixos para essa seleção.

Nesse sistema, cada participante tem as mesmas chances, de acordo com o que foi estabelecido em contrato. Em várias situações, a Loteria Federal é utilizada para realizar o sorteio.

E o lance, como funciona?

O lance permite ao consorciado uma chance de acelerar sua contemplação.

Na prática, é similar a um leilão: o consorciado faz uma oferta de um determinado valor ou percentual e, se sua oferta for a maior, ele é contemplado.

Se a pessoa não for contemplada, não precisa pagar o valor ofertado. Esse valor só é pago quando realmente se é contemplado.

O montante do lance é, na realidade, um adiantamento de parcelas, e quando contemplado, esse montante será descontado do saldo restante, diminuindo assim o montante ou número de parcelas futuras..

Há ainda, como aponta Andressa Bergamo, diferentes formas de dar um lance.

“Existem os lances livres, fixos e embutidos. O primeiro permite que se oferte qualquer montante dentro de um mínimo e um máximo estabelecidos. O lance fixo tem um valor já determinado previamente. Já o embutido permite usar parte da carta de crédito na oferta”, esclarece Bergamo.

É importante destacar que as regras para lances e sorteios são estabelecidas pelo grupo e a frequência desses eventos depende dos recursos no fundo comum. Se quem ganhar o lance não pagar o valor proposto, perderá a contemplação e a chance passará para o próximo da fila.

Tipos de lances:

  • Lance livre: você decide o montante da oferta.
  • Lance fixo: valor já definido em contrato pela administradora.
  • Lance embutido: utiliza-se parte da carta de crédito para a oferta.
  • Lance com FGTS: para consórcios imobiliários, é possível usar até 100% do saldo do FGTS.

Como fazer uma boa oferta?

É interessante avaliar a média de lances do grupo e considerar os resultados de assembleias recentes. Assim, você terá uma base para fazer uma oferta competitiva.

A grande questão é quanto oferecer. Como os valores só são conhecidos no momento da definição do vencedor, a sugestão é verificar os lances ganhadores anteriores, algo que pode ser encontrado nas atas das assembleias do grupo.

Cada grupo e administradora pode ter regras diferentes. Portanto, fique atento ao contrato de adesão, pois é nele que todas as informações estão detalhadas.

Tanto os lances quanto os sorteios são instrumentos fundamentais no mundo dos consórcios, permitindo que os consorciados alcancem seus objetivos de aquisição.

Compreender como funcionam e se manter informado sobre as regras do seu grupo é essencial para uma experiência de consórcio bem sucedida. Independentemente do método, o importante é planejar-se financeiramente e agir de maneira estratégica.

O que é a taxa de administração em consórcios

De acordo com a Abac, a taxa de administração é o pagamento feito à empresa administradora em troca dos serviços que ela oferece, como a criação, organização e gestão do grupo consorcial.

“Além dessa taxa, alguns grupos podem acrescentar custos de seguros e um fundo de reserva, este último destinado à proteção do grupo. Se houver saldo nesse fundo ao término do consórcio, o valor será distribuído proporcionalmente entre os membros ativos do grupo”, informa a associação.

A cobrança da taxa de administração é feita em razão do serviço oferecido, e o valor pode variar de uma empresa para outra. Importante ressaltar que essa taxa não é o mesmo que juros de um financiamento. É, na verdade, um valor cobrado pelo trabalho da administradora.

A determinação do valor dessa taxa é feita com base em um percentual previamente definido em contrato, que é dividido pelo total de meses do consórcio.

Para ilustrar, segue um exemplo fornecido pela Abac:

Considerando um consórcio de um bem ou serviço no valor de R$ 30 mil, com taxa de administração de 15% e duração de 60 meses:

Ao dividir os 15% pelos 60 meses do consórcio, obtemos uma taxa mensal de 0,25%.

Ao aplicar essa taxa de 0,25% sobre o valor total do bem, que é de R$ 30 mil, chegamos a um montante de R$ 75 como taxa de administração mensal.

Compreender a taxa de administração é crucial para quem pensa em entrar em um consórcio. Embora não seja um juro, como em financiamentos, essa taxa é uma remuneração pelo serviço prestado pela empresa administradora.

Assim, ao considerar essa modalidade, é vital estar ciente de todas as taxas e custos associados para fazer uma boa escolha.

Vantagens e Benefícios ao optar por um consórcio

Um dos grandes atrativos do consórcio é a possibilidade de economizar, chegando a uma redução de até 60% quando comparado a um financiamento. Além disso, a segurança é um ponto alto desse sistema.

E você já sabe que o consórcio é protegido por uma legislação federal (Lei n°11.795/08) e conta com o Banco Central para estabelecer regras, autorizar, fiscalizar e controlar suas operações, garantindo uma aquisição segura.

Diferente de financiamentos, no consórcio não há necessidade de desembolsar um valor inicial. Os pagamentos são distribuídos de maneira equilibrada ao longo do tempo. Não há incidência de taxas de juros ou impostos no consórcio.

É importante lembrar que o consorciado pagará uma taxa de administração. Em algumas situações, podem ser cobrados também seguros e um fundo de reserva. Essas condições podem variar conforme a empresa administradora escolhida.

Além disso, há uma vantagem adicional: ao ser contemplado com a carta de crédito, o consorciado pode ter uma posição de destaque nas negociações de compras à vista, conseguindo condições mais favoráveis.

Optar por um consórcio pode trazer diversas vantagens para quem busca adquirir um bem de forma planejada e econômica. Com a proteção da legislação e a ausência de juros e impostos, essa modalidade se apresenta como alternativa atrativa para quem busca segurança e economia.

Desvantagens e Limitações ao optar por um consórcio

Uma das limitações do consórcio é que ele pode não ser a melhor opção para quem deseja adquirir um bem de imediato, pois a liberação do crédito não acontece de forma instantânea.

Se você tem urgência na aquisição pode se sentir desapontado com a espera, pois não se pode prever exatamente quando o consorciado será contemplado.

Outro aspecto a se considerar é a possível presença de participantes inadimplentes, o que pode levar a reajustes nas mensalidades, dependendo do que estiver acordado em contrato.

Vale ressaltar que os valores das parcelas de um consórcio e da carta de crédito podem variar. As parcelas são ajustadas proporcionalmente sempre que ocorre uma alteração no valor da carta de crédito.

Como escolher a administradora certa para o seu consórcio

A primeira coisa que você deve verificar é que a administradora seja regulamentada e supervisionada pelo Banco Central.

Você pode fazer isso verificando o nome ou o CNPJ da administradora no site do Banco Central. Também é necessário analisar minuciosamente o contrato e informações extras sobre a empresa. Dessa forma você tira todas as suas dúvidas.

Abac, entidade representativa do setor, também oferece recomendações para garantir uma contratação acertada.

A entidade destaca a importância de observar o montante do crédito e a duração prevista para o grupo. Também verificar os valores das contribuições, como a taxa de administração e possíveis adicionais, como fundos de reserva ou seguros.

Lembre-se também de checar o método de ajuste do crédito que a administradora aplicará e compreender as garantias que serão solicitadas ao utilizar o crédito.

A escolha de uma administradora de consórcio é uma decisão crucial que demanda pesquisa e atenção aos detalhes.

Avaliando cada ponto e buscando informações de fontes confiáveis, o consumidor se posiciona de forma mais segura para fazer uma contratação benéfica e evitar surpresas no futuro.

O que considerar ao aderir a um consórcio?

Entendendo o conceito de consórcio e a mecânica dos pagamentos, é importante seguir algumas orientações para garantir uma escolha acertada.

Confira o registro da administradora no Banco Central

O Banco Central é a autoridade que regula e monitora o sistema de consórcios em território nacional. É fundamental que a administradora possua o aval desse órgão para atuar.

Recomenda-se verificar no site do Banco Central se a administradora está devidamente cadastrada, onde é possível também acessar normativas e regulamentos sobre consórcios.

Mantenha suas finanças em ordem

A modalidade de consórcio apresenta atrativos como parcelas sem juros e a chance de antecipar a contemplação através de lances. Mas é crucial lembrar que se trata de um compromisso financeiro. Certifique-se de que o valor das mensalidades se encaixa em seu orçamento. Uma boa regra é não dedicar mais de 30% de sua renda a compromissos financeiros desse tipo.

Para ilustrar, se sua renda mensal é de R$ 2 mil, o ideal seria optar por um consórcio cujas parcelas não ultrapassem R$ 600, considerando que não existam outros compromissos parcelados em seu nome.

Avalie as alternativas disponíveis

As administradoras de consórcio trabalham com diferentes taxas e condições de pagamento. Elas podem variar de acordo com o montante de crédito pretendido.
É essencial comparar as opções antes de decidir. Muitas administradoras oferecem simulações em seus sites para auxiliar na escolha.

Por exemplo, enquanto uma carta de crédito de R$ 200 mil pode ser onerosa demais para você, um valor de R$ 150 mil pode ser mais adequado. Mesmo que esse montante não permita adquirir um imóvel novo, pode ser suficiente para um usado.

Optar por um consórcio é um passo importante que exige planejamento e discernimento. A escolha deve refletir suas possibilidades financeiras, visando a aquisição de bens ou serviços que estejam alinhados com a real capacidade de pagamento.

Ao seguir essas dicas, o consórcio vai se tornar uma ferramenta eficaz para alcançar seus objetivos sem comprometer o equilíbrio financeiro.